Floresta do Bussaco - Palace Hotel do Bussaco *****
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Floresta do Bussaco

A Mata Nacional do Bussaco encontra-se no sopé poente da Serra do Bussaco e em terras que no século VI pertenciam ao Mosteiro Beneditino da Vacariça.

Em 1628 a área atual da Mata foi concedida pelo Bispado de Coimbra à Ordem dos Carmelitas Descalços em resposta a uma sua aspiração de criarem na região um deserto espiritual, no qual, em reclusão absoluta do mundo exterior, se pudessem dedicar a uma vida austera e silenciosa e inteiramente dedicada à contemplação e à meditação. Os frades iniciaram então a construção so Convento de Santa Cruz e um trabalho de séculos na criação de um frondoso bosque que, à sua imagem, representaria o Monte Carmelo, no qual a ordem havia sido fundada, e, simultaneamente, o “Paraíso Terrestre”.

Por forma a garantirem o seu perfeito isolamento, construíram um muro de cerca de três metros de altura à volta do seu domínio monacal, circunscrevendo dessa forma, e ao longo de seis quilómetros, o atual perímetro da Mata, numa área total cercada de 105 hectares.

Movidos por uma forte sensibilidade ecológica foram plantando, ano após ano, não só espécies nativas, mas igualmente novas variedades trazidas pelos Navegadores Portugueses das suas viagens à volta do mundo, de cedros do Atlas a ciprestes do Líbano, que assim se juntaram aos carvalhos, castanheiros ou sobreiros locais, e ao longo de séculos atingiram proporções verdadeiramente extraordinárias.

No interior da Mata edificaram o seu Deserto monacal, nela construindo inúmeras capelas devocionais e ermidas penitenciais, várias fontes e miradouros, e impressionante o Sacro Monte, simbolizando Jerusalém e a paixão de Cristo, com os seus passos da Via Sacra até a Cruz Alta, no topo da floresta, através de 20 capelas com figuras de terracota de tamanho real. A decoração do convento original e de tais construções foi aqui essencialmente realizada através do “embrechado” que forma molduras rectilíneas nas portas e nos cunhais, acentuando outros elementos como janelas e arcos, do tipo encontrado noutras construções eremíticas como o Convento da Arrábida, dos Capuchos na Serra de Sintra, ou de São Paulo em Palmela. Tal fusão perfeita da arquitetura com a natureza representavam plenamente os seus ideais ascéticos, e constitui o mais vasto conjunto arquitetónico edificado pela Ordem dos Carmelitas Descalços no mundo.

À entrada das Portas de Coimbra encontram-se expostas duas bulas papais, a primeira do Papa Gregório VIII, datada de 1622, proibindo, sob pena de excomunhão, a entrada de mulheres na Mata, e outra do Papa Urbano VIII, datada de 1643, proibindo, igualmente sob pena de excomunhão, maus tratos ou cortes ao arvoredo, e que constitui um dos primeiros documentos de proteção ambiental existentes em Portugal.

Foi também do lado sul da serra que em 1810 se travou a batalha do Buçaco, entre as forças anglo-lusas comandadas pelo Duque de Wellington, de um lado, e napoleónicas comandadas por André Masséna, de outro, de que resultaram centenas de feridos de ambos os lados, que acabaram por ser tratados pelos monges no convento.

Em 1834, data da extinção das ordens religiosas em Portugal, a Mata foi nacionalizada, passando a depender da Administração Geral das Matas do Reino, sendo introduzidas novas espécies exóticas tais como sequoias, araucárias, eucaliptos ou freixos vermelhos, reforçando assim este arboreto de valor notável onde também crescem inúmeras espécies indígenas, como por exemplo o azevinho e diversos tipos de pinheiros. Foi o momento em que curiosos puderam, finalmente, transpor as portas da mata e admirar um arboreto único na Europa.

Em meados do século XIX existiram os primeiros planos para transformar o antigo convento num pavilhão real para a rainha D. Maria Pia de Saboia, mulher do rei D. Luis I, que, sendo filha de Victor Emmanuel II de Itália, chegou a trazer de Turim os arquitetos paisagísticos G.Roda & Figli, para a conceberem inúmeros projetos para a Mata, com destaque para a construção da Fonte Fria e do Vale dos Fetos.

Circunstâncias políticas difíceis, aliadas ao facto do Bussaco já ser procurado por turistas deambulando entre Lisboa e o Porto, acabariam por decidir a transformação do pavilhão real para hotel, cuja construção decorreu entre 1888 e 1905.

A Mata do Bussaco constitui assim, do ponto de vista botânico, um dos mais valiosos patrimónios naturais do país. Possui uma vasta e reconhecida coleção dendrológica, de árvores centenárias e de porte notável, e integra alguns retalhos da vegetação natural. Este retalho da floresta primitiva lusitana, está localizada no extremo sudoeste da mata, e conserva a flora e vegetação da floresta natural que existiria nas montanhas do centro de Portugal, antes da ocupação humana. É caracterizada por um tipo de vegetação essencialmente mediterrânica, onde Phillyrea latifolia, Laurus nobilis, Arbutus unedo e Ruscus aculeatus são as espécies mais representativas, e que evidencia alguma influência atlântica pela presença de espécies decíduas como o Quercus robur e o Quercus pyrenaica. Além de louriçais e de carvalhais de Quercus robur a Mata do Buçaco possui também uma formação vegetal de aderno (Phillyrea latifolia) de porte arbóreo notável, medronhais, mas com diferentes relações de dominância e co-dominância das espécies que o caracterizam As formações de adernos (adernal) representam uma importante parte da Mata,sendo que em alguns locais o povoamento é praticamente puro, formando um bosque único, onde não ocorrem praticamente outras espécies arbóreas. Presentemente, estas formações, apenas ocorrem em Portugal continental na Mata do Buçaco, o que realça a sua singularidade e sua vulnerabilidade no contexto nacional.

Das espécies mais representativas da Mata destacam-se os ciprestes , com natural relevância para o gigantesco cipreste do Buçaco ( cupressus lusitânica ) por entre os demais fabulosos ciprestes comum, da Califórnia, chorão, do Arizona, de Gowen e do Oregon, o gingko, o teixo, o pinheiro de S. Tomé, o pinheiro do Paraná, a araucária, o cedro do Himalaias, o cedro do Atlas, os pinheiros manso, silvestre, negro, larício, do Japão, das Canárias, insigne, do Himalaia, do Mississipi, pátula, taeda, aiacauite, preto mexicano e weymouth , a sequoia, a criptoméria do Japão, o calo, o cedro, a biota da China, a falsa tuia do Japão,a tuia gigante, a tuia da Argélia, a calitris, o choupo do Canadá, a nogueira preta, o vidoeiro, o amieiro, a aveleira, a faia, o castanheiro, o sobreiro, o carvalho roble, o carvalho negral, o ulmeiro, o lódão, a maclura, a grevília, o tulipeiro da Virgínia, o til, a amoreira, a canforeira, o liquidâmbar, o pitósporo, o plátano, o azereiro, o louro, a acácia da Austrália, a olaia, o bordo da Noruega, o buxo, o azevinho, o castanheiro da India, a tília americana, o jambeiro, os eucaliptos comum, de folhas de vimieiro, gigante, oblíquo e de folha ficiforme, o rododendro, o freixo flor e o freixo vermelho, o aderno, a paulónia e a catalpa, entre outras, naquilo que se constitui, indubitavelmente, num ex-libris botânico e natural de Portugal.