História - Palace Hotel do Bussaco
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História

O Palace Hotel do Buçaco (Palace Hotel do Bussaco) foi mandado construir pelo rei D. Carlos I como pavilhão real de caça.

O palácio, construído entre 1888 e 1907, é exemplo da moda arquitetónica da altura conhecida por “Romantismo Castelar” ( do alemão : Burgenromantik ) e pretende ser uma ode nacionalista à Epopeia dos Descobrimentos Portugueses. No final do século XIX, inúmeros palácios eram construídos de forma extremamente pitoresca, e antigos castelos em ruinas eram transformados em palácios históricos, resultando em edifícios como os castelos de Neuschwanstein, de Lichtenstein, de Hohenzollern, de Stolzenfels, de wartburg ou de Pierrefonds. Carlos, neto do príncipe consorte D. Fernando de Sachsen-Coburg Gotha, sentiu-se naturalmente influenciado por tal moda.

Os projectos iniciais apontavam para um espécie de Castelo Falkenstein, um projeto de Luis II da Baviera que acabou por não se concretizar, a ser construído na Mata junto às Portas de Coimbra. Porém o imaginário de uma romântica Torre de Belém , em estilo português, e pleno oceano verde foi ganhando força, pelo que o castelo acabou por ser edificado no local do convento, perfeitamente protegido por densa vegetação e arvores altíssimas.

O projeto do então denominado de “Edifício Monumental”, foi entregue ao arquiteto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos, que havia sido trazido para Portugal pela mão da rainha D. Maria Pia de Saboia, mulher do rei D. Luis I, e filha de Victor Emmanuel II de Itália, tendo as obras arrancado em 1888.. Contou ainda com intervenções, em diferentes fases, dos arquitetos Nicola Bigaglia, José Alexandre Soares e Manuel Joaquim Norte Júnior, autor do belíssimo Edifício dos Brasões, e também do “Café a Brasileira”, em Lisboa, e ainda do magnifico Palace Hotel da Curia.e José Alexandre Soares.

O edifício do atual hotel, em estilo neomanuelino, está decorado com painéis de azulejos, frescos e quadros alusivos à Epopeia dos Descobrimentos portugueses, todos eles assinados por alguns dos grandes mestres das artes.

A estrutura exibe perfis da Torre de Belém lavrados em pedra de Ançã, motivos do claustro do Mosteiro dos Jerónimos, alguns arabescos e florescências do Convento de Cristo, alegando um gótico florido com episódios românticos em contraste com uma austera severidade monacal.

Em seu interior destacam-se notáveis obras de arte de grandes mestres portugueses da época, desde a coleção de painéis de azulejos do mestre Jorge Colaço, evocando Os Lusíadas, os Autos de Gil Vicente e a Guerra Peninsular, graciosas esculturas de António Gonçalves e de Costa Mota, telas de João Vaz ilustrando versos da epopeia marítima de Luís Vaz de Camões, frescos de António Ramalho e pinturas de Carlos Reis. O mobiliário inclui peças portuguesas, indo-portuguesas e chinesas, realçadas por faustosas tapeçarias. Destaque ainda para o teto mourisco do restaurante, o notável soalho executado com madeiras exóticas do salão nobre, e a galeria real.

No início de Agosto de 1904, o rei D. Carlos decidiu fazer um raid turístico ao Bussaco, que não visitava há vinte anos, permanecendo três dias e prometendo voltar com a rainha. Entusiasmado, cumpriu rapidamente a promessa, e em finais do mês, regressou acompanhado da rainha D. Amélia de Orléans e Bragança ao Bussaco para inaugurar marcialmente o hotel, organizando festas, bailes e concertos, e chegando, em ocasiões especiais, mesmo a dar aos seus convidados o prazer de ouvir a sua bela voz de barítono.

O Bussaco também foi cenário dos amores do jovem rei D. Manuel II com a artista francesa Gaby Deslys, invulgarmente bela e talentosa, e que havia conhecido em 1909 no Théâtre des Capucines, em Paris, onde era então a estrela da revista “Sans Rancune”, tendo-se ambos, a 12 de Julho de 1910, refugiado furtivamente no palácio durante seis semanas.

Foi também justamente aqui que se realizou a ultima cerimónia oficial da Monarquia Portuguesa, quando da comemoração do centenário da Batalha do Bussaco, a 27 de Setembro de 1910, tendo o jovem rei partido para o exilio uma semana depois, quando da eclosão da Republica.